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Rali de Castelo Branco abre as hostilidades em pisos de asfalto

O Rali de Castelo Branco vai para a estrada nos dias 12 e 13 de junho e abre a temporada de asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis. A ronda organizada pela Escuderia Castelo Branco apresenta-se como o primeiro desafio do ano para os pilotos neste tipo de piso e um dos grandes pontos de interesse é saber quem será o sucessor de Armindo Araújo como vencedor da prova albicastrense.

O piloto do Skoda Fabia chega ao Rali de Castelo Branco com o título de campeão nacional conquistado em 2020 e como líder do campeonato de 2021, duas provas volvidas. Mas se estas se disputaram em pisos de terra, agora o asfalto pode ditar novo equilíbrio de forças entre os principais candidatos ao primeiro lugar.

Se desportivamente, o interesse pelo Rali de Castelo Branco é enorme, a Escuderia Castelo Branco preparou uma prova com um formato que já se revelou muito bem sucedido. Apesar das diversas tentativas, a organização não vai por na estrada a Super-Especial Reconquista, tal como já tinha acontecido em 2020. Numa fase em que o desconfinamento do país acontece de forma gradual, ainda não há condições para promover um momento de grande espectáculo, que se quer cheio de público, e garantir o total respeito das normas sanitárias.

Sem a Super-Especial Reconquista, o Rali de Castelo Branco vai ter sete provas especiais que se realizam ao longo de dois dias. As equipas que competem para o Campeonato de Portugal de Ralis vão percorrer cerca de 100 quilómetros contra o relógio e um total superior a 300 quilómetros nos concelhos de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão que, mais uma vez, apoiam, de forma incondicional, a realização desta prova que reúne os melhores pilotos nacionais na Beira Baixa.

A acção propriamente dita começa no sábado de manhã, com a realização da prova de qualificação. Após esse momento, os mais rápidos vão definir a posição de partida para a primeira etapa que se realiza, na região de Vila Velha de Ródão, nesse mesmo dia, à tarde.

No dia seguinte, os concorrentes sobem em latitude para mais quatro troços, em que o maior destaque vai para a Power Stage, na segunda passagem pela classificativa de Santo André das Tojeiras.

“A Escuderia Castelo Branco decidiu, perante a enorme incerteza que ainda se vive por força da pandemia, escolher um formato de rali muito semelhante ao do ano passado. O Rali de Castelo Branco em 2020 correu muito bem e sabemos que temos todas as condições para voltar a colocar na estrada uma prova bem sucedida. Infelizmente, ainda é cedo para voltar a realizar a sempre espectacular Super-Especial Reconquista, mas temos a certeza que, assim que for possível, a recuperaremos”, afirmou o director do rali, Luís Dias.

Durante a apresentação da prova, o presidente da Escuderia Castelo Branco, António Sequeira, enalteceu “o imprescindível trabalho dos mais de 300 voluntários que colaboram na organização do Rali de Castelo Branco. Sem estes contributos abnegados, nada disto seria possível. Além disso, o apoio das câmaras de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão é extremamente importante e, só desta forma, é que a Escuderia consegue fazer do Rali de Castelo Branco um referência na modalidade a nível nacional”.

O Rali de Castelo Branco pontua para, além do Campeonato de Portugal de Ralis, o Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, para o Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, para o Campeonato de Portugal Júnior de Ralis, para o Campeonato de Portugal de GT de Ralis, para a Taça de Portugal de Ralis RC2N, para o Campeonato Centro de Ralis e para o 4º Desafio Kumho Tyre. A nível internacional, o Rali de Castelo Branco valerá pontos para as seguintes competições espanholas: Copa Suzuki 2021, Dacia Sandero Rally Cup e Renault Clio Trophy Spain.